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“Busque a Deus nos céus” - A apologia contra veneração de imagens de Cláudio de Turim (780-827)

Iconoclasmo bizantino, Saltério Chludov, Séc. IX O período medieval é tido por muitos protestantes apenas como a época obscura onde a Igreja se corrompeu e perdeu a verdade que haveria de ser resgatada na Reforma. Com certeza, muitas superstições surgiram ao longo dos séculos mas a verdade não estava completamente perdida e nem tudo deve ser descartado, como também nem todas as práticas detinham universal aprovação. Dentre as mais contestadas pelos reformadores está a veneração de imagens , o ato de pintar imagens que representem santos, anjos ou o próprio Cristo e honrá-las com devoção, sob a defesa de que a veneração se dirige primariamente ao que é  representado e não a imagem em si. Segundo João Damasceno (675-749) , defensor dos ícones no século VIII, “Dê a elas [as representações] toda a persistência da gravura e da cor. Não tenha medo ou ansiedade; nem toda veneração é igual (…) Adorar é uma coisa, veneração é outra. Há diferentes graus de adoração” [1] Nem todos, porém, concord