Pular para o conteúdo principal

Ressurgindo dos Mortos - Uma verdade ignorada

O Domingo na Semana Santa é o dia da grande alegria. Na Sexta-Feira nós celebramos o penoso sacrifício de Jesus Cristo porém hoje é o dia em que celebramos a sua gloriosa ressurreição. A história da redenção envolve muitas etapas e tão importante quanto a sua morte é a Ressurreição de Jesus Cristo.

A negação da verdade

Não é de agora que surgem visões oposta sobre a pessoa de Jesus. Pouco tempo depois dele morrer, quando o túmulo de Jesus foi aberto por um anjo, os guardas que protegiam o corpo ficaram abismado com tudo isso e receberam dos judeus um suborno para dizerem que o discípulos roubaram o cadáver de Jesus e eles acreditam nisso até hoje (Mt 28:13-15)

Entre o anos 150-250 D.C, grupos de pessoas fora da igreja começaram a dizer que Jesus nunca foi humano realmente e sim que era um mensageiro espiritual com forma parecida de uma pessoa. Nesse caso ele não teria morrido e muito menos ressuscitado, mas apenas veio trazer o verdadeiro conhecimento para seu seguidores. E mesmo assim se chamavam cristãs! Hoje nós conhecemos eles como gnósticos.

E não para por aí. 1/4 dos cristãos ingleses não acreditam na Ressurreição de Cristo (fonte) e o número não é muito diferente em outros países europeus. Por que tantas pessoas negam a ressurreição, sendo cristãs ou não?

A fonte da vida


A Bíblia deixa claro que Jesus tinha de morrer e então ressuscitar. Ele mesmo falou isso várias vezes mas ninguém entendia (Lucas 18:31-34). Para o ser humano, nunca fez sentido alguém poder driblar a morte. Lembrando sobre a condenação que eu falei na postagem passada, o fim da vida era algo certo e que todos aceitavam por não poderem contornar. Todo homem morre e isso é um fato.

Significa então que Jesus não era homem? De maneira nenhuma. Jesus nasceu do corpo de uma humana e mesmo sendo Deus continuava sendo uma pessoa como a gente (Gálatas 4.4-5)

Então, como Jesus conseguiu ressuscitar se todo humano morre para sempre? Tendo vida em si mesmo (Jo 5:26). Jesus ressurgiu dos mortos porque a vida não era para ele algo limitado como para nós, onde a morte entra como obstáculo e finaliza o nosso tempo na Terra. Não, Jesus é a origem de toda vida porque por ele tudo foi criado (Jo 1:4) . A vida exite nele e isso é a nossa luz, a luz que Jesus quer oferecer as suas ovelhas em toda a sua bondade.

Essa é a importância da ressurreição. Paulo afirma em 1 Coríntios 15:13-14 que se Cristo não ressuscitou, nossa fé é inútil. O peso dessa afirmação é tão grande que nos mostra a relevância da Páscoa na vida do cristão. Nela podemos celebrar a nossa real salvação: Em sua morte nossos pecados foram salvos e em sua ressurreição nós somos vivos.

Conclusão


Os questionamentos, venham eles da ciência ou dos incrédulos, nunca poderão ir contra a grandiosidade do ato da ressurreição, a verdadeira façanha de voltar dos mortos. Jesus é o dono de todo o poder e a partir do seu sacrifício compartilhamos de sua glória.

Assim como sem a cruz não há salvação, sem ressurreição não há vida.

Deus abençoe a todos.

Luigi Bonvenuto
12/04/20

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Septuaginta, Vulgata, Torá, Tanakh, Talmude e outros: Os Antigos Escritos Bíblicos

Quando estudamos a história da teologia ou até mesmo nos aprofundamos no estudo dos livros da Bíblia dificilmente evitaremos termos como Torá e Septuaginta que apesar de bastante conhecidos, nem sempre os cristãos os entendem e são essenciais caso queiramos compreender por completo o significado original dos textos que lemos em nossas traduções. Por isso, explicarei brevemente o que significa cada um deles e alguns outros que são mais esquecidos, mas antes preciso conceituar três coisas importantes: Antigo Testamento - Os primeiros 39 livros da Bíblia, também chamados de Bíblia Hebraica Novo Testamento - Os 27 últimos livros da Bíblia, começando com os evangelhos. Bíblia - Conjunto de textos sagrados para os cristãos composta por 66 livros (Bíblia protestante). Tendo isso claro, podemos iniciar: Torá Vindo do hebraico תּוֹרָה ("tōrāh" para os sefarditas), significa "instrução" e é o conjunto que nós cristãos conhecemos como Pentateuco , ou seja, os 5

A História dos Huguenotes: Perseguição e Guerras Religiosas (Parte 1)

Ao decidir um nome para usar em meu site e em meu canal, queria um que representasse a minha fé e meus ideais e que não fosse igual aos que já existem. Quando percebi que os huguenotes têm muitas semelhanças com minha teologia e não eram muito conhecidos, escolhi imediatamente o nome "O Huguenote" como uma homenagem e uma identidade que decidi assumir, por mais que minha denominação seja presbiteriana.   Não poderia faltar a explicação de quem eles eram e de sua história e é isto que pretendo realizar nessas duas publicações: contar de forma geral a história dos huguenotes que me inspiraram a tratar do assunto que mais amo, teologia. Mudanças na Europa Ao estudar a história, percebemos que nenhuma ideia ou movimento surge de repente, há sempre um antecessor que o inspira ou provoca o seu surgimento. No caso dos huguenotes, sua história remonta desde os séculos XII e XIII quando dois movimentos entraram em evidência na França, os valdenses e os cátaros, também chamados albigen

O Massacre de São Bartolomeu segundo C. H. Spurgeon

O MASSACRE DE SÃO BARTOLOMEU C. H. Spurgeon Le Massacre de la Saint-Barthélemy, François Dubois, 1572-1584. Musée cantonal des beaux-arts de Lausanne. A infame atrocidade perpetrada na véspera de São Bartolomeu, 1572, pelos católicos romanos contra os inofensivos huguenotes ou protestantes da França não deixará de ser lembrada com mais intenso horror até o dia da restituição universal . A frieza dos procedimentos que instigaram tamanha carnificina e as paixões diabólicas que levaram os nobres e estadistas católicos a romperem os limites da humanidade ao liderar o massacre  tornam o evento sem paralelo na história dos enormes crimes. Assim, não há sombra de dúvida sobre quem eram os originadores do plano. Os católicos romanos conceberam o mais amargo ódio contra os huguenotes e estavam decididos de que a terra deveria ficar livre deles. Catarina de Médici, cuja inimizade furiosa contra o protestantismo fez dela um motor admirável no terrível desígnio, controlou seu filho, Carlos IX, suf