Pular para o conteúdo principal

O Eterno Cordeiro Pascal- PERI PASCHA



Graças a Deus a Páscoa chegou, meu momento dentro da igreja favorito em todo o ano. Infelizmente, o coronavírus continua dificultando nosso acesso aos cultos, prejudicando a celebração correta dessa festividade essencial a nós cristãos. Apesar das dificuldades, não podemos jamais nos esquecer do grande significado que a Páscoa tem para nós, filhos de Deus, focando sempre na Paixão e ressurreição de Nosso Senhor.

Por essa razão, trago um texto muito belo escrito no século II por Melitão de Sardes, um homem bastante obscurecido no estudo da História da Igreja mas muito capaz em expressar todas as maravilhas desse acontecimento tão grandioso. Importante lembrar que publiquei um vídeo no meu canal com base neste mesmo texto e se gostar, não se esqueça de se inscrever para receber mais vídeos e deixar seu like para apoiar.

A História de Páscoa

The Exodus, Horace William Petherick (1839-1919), Museum of Croydon


Para compreender o texto de Melitão, é necessário recapitular a história da Páscoa. A festividade se iniciou com os hebreus sob o nome de Pessach (פסח, “passagem”), dedicada a lembrar do Dia da Libertação, quando o povo foi resgatado do cativeiro na terra do Egito e conduzidos a sua própria terra, como registrado no livro de Êxodo (שְׁמוֹת, “Shemot”). 

Após 400 anos de servidão, o Senhor escolheu a Moisés para conduzir o povo a Terra Prometida (Ex 3:7-10) e junto a seu irmão Arão inicia um clamor incessante ao faraó (Tutemés III ou Ramsés II, dependendo da teoria) para que libertem o povo e obstinadamente o governante nega (Ex 7:14). Como todos sabemos, o Senhor manda dez pragas para assolarem a terra egípcia e forçarem o faraó aceitar, que continua a negar para que Deus manifeste seus prodígios na Terra (Ex 9:12,16) até que chega a maior delas, a morte dos primogênitos (Ex 11:1,4-10). 

O Senhor passou com o Anjo da Morte (por essa razão, a festa é chamada Passagem) ceifando a vida dos primogênitos egípicios e ordenou que para os hebreus serem protegidos deveriam separar um cordeiro ou cabrito sem defeito para a sua família e seguir a seguinte instrução:
O animal escolhido será macho de um ano, sem defeito. Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-ló, ao pôr do sol. Passem, então um pouco de sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas casas nas quais vocês comerão o animal. (...) Está é a Páscoa do Senhor (Ex 12:5-7,11b)
Logo após o Senhor reforça que executará os primogênitos egípicios para impor juízo sobre os deuses do Egito, proclamando que ele é o Senhor (Ex 12:12-13). Por essa razão: 
Esse dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa do Senhor. Celebrem-no como decreto perpétuo (Ex 12:14)
O povo israelita manteve a festa da Páscoa ao longo de toda a sua história, seguindo as prescrições contidas na Torá, proclamando a salvação trazida pelo Senhor como Ele ordenou. O próprio Jesus Cristo, sendo judeu, seguia a festa judaica (Lc 2:41-51) e seu últimos momentos de vida ocorreram na semana dos pães sem fermento, festa de sete dias que acompanhava a Páscoa (Jo 13:1-30). No dia do sacrifício do cordeiro pascal, Cristo ordenou a seus discípulos que preparassem toda a ceia e a tomou junto deles, dando graças pelo pão e proclamando “Tomem; este é o meu corpo dado por vós” e consagrando o vinho dizendo “Este é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos” (Mc 14:12-26).

Dessa forma, Cristo premeditou a sua morte que ocorreria na sexta-feira, quando foi julgado pelas autoridades romanas e crucificado em favor de nossos pecados (Mc 15:21-40; Mt 27:32-44; Lc 23:26-43). Ali o Senhor Jesus renovou a promessa de libertação vinda do Senhor e a expandiu a todos os outros povos, atuando como o sacrifício de propiciação necessário a nossa salvação (Rm 3:25) e efetivando a justificação por meio da fé tanto aos judeus quanto aos que antes não compunham o povo de Deus (Gl 4:4-6), iniciando uma Nova Aliança.
Quanto Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, ão pertencente a esta criação. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no lugar Santíssimo, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção (Hb 9:11-12)

Melitão de Sardes

Saint Melito, Bishop of Sardis, Mary Evans Picture Library

Esse era o grande ponto do bispo Melitão. Não temos tantas informações sobre sua vida e não temos uma data de seu nascimento, mas sabemos que há uma carta de Polícrates, bispo de Éfeso, para o bispo romano Vitor, registrada por Eusébio de Cesaréia, onde ele é mencionado como o “eunuco que governou inteiramente no Espírito Santo, sediado na cidade de Sardes” [1], uma antiga cidade situada na região da Lídia.

A carta tinha a intenção de concentrar o apelo de Polícrates diante tradicional data da Páscoa, o entardecer do dia 14 do mês de Nisan, o primeiro mês (Lv 23:4-8). Os cristão ocidentais assumiram o costume de terminar o judeu que precedia a Páscoa apenas no Dia da Ressurreição, enquanto os orientais guardavam o dia original praticado pelos judeus [2]. A principal base de Polícrates em defender a segunda data é o fato de um grupo de sete bispos orientais chamados Sete Luzes da Ásia, guardarem essa data de acordo com a tradição apostólica e Melitão é um deles.

Esse é um fato importante, pois Polícrates determina esse grupo de bispos por serem todos relacionados com base na carne, ou seja, serem todos judeus como Paulo descreve em Romanos 9:3. Sendo assim, Melitão era judeu de nascimento e tinha conhecimento sobre a celebração pascal. 

É descrito como um homem muito piedoso e o fato de ser eunuco, o que pode indicar uma preservação da castidade como celibatário, denota sua “lealdade e devoção fora do comum na rede de relações familiares dentro da igreja” [3]. É descrito como adepto da linguagem joanina e mesmo com suas raízes judaicas, traz traços contra judeus por se opor firmemente a fé judaica e culpá-los como responsáveis essenciais na morte de Cristo [4]. É semelhante como o Apóstolo João, “ambos judeu e anti-judeu” [5]

Peri Pascha

Christ on the Cross, Léon Bonnat, 1874. Museé du Petit Palais
Em torno dos anos 160-170 ele escreveu uma homília, uma espécie de sermão pregado após as leituras bíblicas nos cultos antigos, chamada Peri Pascha (Sobre a Páscoa), onde belamente enaltece a grandiosidade do mistério pascal.

“No centro da fé Cristã ergue-se Cristo, e Cristo estava no centro da fé proclamada, vivida e celebrada por Melitão” [6]. Ele nos fornece uma teologia que apresenta o caráter do Todo-Poderoso a partir de seus grandes feitos da Criação e Salvação. Fortemente sustenta a união de naturezas existentes em Cristo, vindo como Deus e homem, e aponta a Cristo explicitamente como o Senhor e Criador de todas as coisas, a Palavra Eterna destinada a expiar nossas iniquidades pelo seu sangue puríssimo.

Campbell Bonner sustenta sua doutrina como um “modalismo ingênuo” [7], especialmente por apresentar Cristo como “Filho na medida que é gerado e Pai na medida que gera” [8], uma expressão de seu denominado monoteísmo cristocêntrico como diria S.G. Hall [9]. Não obstante sua expressão confusa da Trindade, onde Cristo é Deus e Deus é Cristo, Melitão permanece ortodoxo, ou seja, fiel a doutrina padrão de seu tempo, onde a Trindade não estava firmemente estabelecida.

Ele expressa principalmente a dualidade contida no evento da Páscoa, especialmente pelo seu caráter antigo através dos hebreus e novo através de Cristo.
Amados, entendam como o mistério da Páscoa é tanto novo como antigo, eterno e provisório, perecível e imperecível, mortal e imortal. É antigo quanto a Lei e novo quanto a Palavra. Provisório quanto ao modelo, mas eterno pela graça. Perecível pela morte do cordeiro, imperecível pela vida do Senhor. É mortal pelo enterro na sepultura, imortal pela ressurreição dos mortos. [10]

Isso se manifesta na prática dos cristão da Ásia Menor que jejuavam no mesmo período em que os judeus começavam suas celebrações. [11] Enquanto eles comemoram a libertação trazida pelo Senhor séculos antes, os seguidores do Caminho entristeciam-se pela morte de Seu Mestre.

Muita da poesia foi perdida na tradução que fiz ao português, porém ele mostra a todos como o significado da Páscoa não se reteve no passado, mas eternizou-se pela graça de Deus, pelo sangue derramado de Nosso Senhor, poderoso especialmente por vir do próprio Soberano e Divino que percorreu uma vida de perfeição enquanto em nossa terra.
Porque ele nasceu como filho, foi conduzido como cordeiro, assassinado como ovelha, sepultado como homem e ressuscitou dos mortos como Deus, sendo Deus pela sua natureza e humanidade [12]

Melitão expressa uma teologia essencialmente litúrgica e traz a tona o entendimento judeu das festividades e lembranças não apenas como um retorno a memória, mas de fato, meios para trazer à realidade presente o passado distante, juntamente com suas bençãos e mensagem de esperança [13]. Unindo-se a retórica helenística, Melitão de fato revive a história da Páscoa, tanto a descrita entre Ex 11-12, quanto a oferta especial da carne do Salvador.

Toda a história de Cristo aponta para esse enorme acontecimento, o grande dever de substituir a condenação de toda a humanidade escolhida pelo Pai na eternidade. 

Relembrando uma peça de teatro trágica da Grécia antiga, Melitão detalha os horrores das pragas, especialmente a perda dos primogênitos, denotando o contraste entre os ímpios e o povo de Deus, guarnecido pelo verter sacrificial do sangue do Cordeiro [14]
Está claro que [o anjo da morte] virastes vendo o mistério do Senhor no cordeiro, a vida do Senhor no assassinato do cordeiro e o tipo do Senhor na morte do cordeiro. Entretanto, não derrubastes Israel, mas tornou o Egito sem infantes. Quão estranho mistério, o Egito golpeado pela destruição e Israel guardada para a salvação? [15]
Melitão nos mostra que o anjo da morte se afastou graças ao derramar do sangue do cordeiro puro que trouxe salvação ao povo escolhido de Deus e institui um paralelo com a vida de nosso Senhor Jesus Cristo. A morte do cordeiro agiu como um tipo, um modelo de uma futura revelação superior, parte de um método exegético chamado tipologia histórica.

O apóstolo João apresenta uma perspectiva bem semelhante em Jo 3:14 e Jo 6:32, onde Cristo atua como a realização final da Lei e dos símbolos do Antigo Testamento. Isso traz um fundo de sabedoria filosófica, onde eventos na história ocorrem como prefiguração futuramente a ser iluminada no seu devido tempo, tal como um rascunho se tornará uma escultura, um método pedagógico muito interessante que se baseia em estudiosos estoicos dos mitos de Homero [16].

Era muito usado na Igreja Primitiva, provando a continuidade do Deus que concede as promessas entre o Antigo e o Novo Testamento e fica bastante claro no texto de Melitão quando diz “Nada, amados, é dito ou feito sem uma analogia ou um rascunho” [17].

A salvação do Senhor foi prefigurada entre o povo e a Lei foi escrita como uma analogia aos grandes mandamentos do Evangelho, a realização da Lei que repõe a obscura realidade [18].

O derramamento sacrificial do sangue e toda a Lei são abrangidos por Cristo numa nova e melhor dispensação, uma revelação superior [19]. Tudo o que foi dado ao povo hebreu lhes foi dado como exemplos provisórios de uma graça eterna, elucida dados de acordo com o avanço da realidade [20]. Ele não despreza o valor dos fatos passados porém eles se tornam insignificantes perante a nova dispensação do Cristo celestial [21].
Ainda que o assassinato do cordeiro foi valoroso, agora é nada devido a vida do Senhor. A morte do cordeiro foi valorosa, agora é nada devido a salvação do Senhor. O sangue do cordeiro foi valoroso, agora é nada devido ao Espírito do Senhor. (...) Uma vez a estreita herança foi valorosa, agora é nada devido a grandiosidade da graça [22]
Para compreender o verdadeiro significado da Páscoa, Melitão se concentra no que ela de fato consiste, o partilhar do sofrimento com o Senhor que descendeu dos mais altos céus afim de submeter-se a dor [23]. Para justificar essa vinda de Deus, o bispo parte desde a Criação e prossegue ao pecado original, quando a plena humanidade criada por Deus rompeu a sua pureza e incorruptibilidade para se submeter a tirania pecaminosa [24].

Os homens “foram fisgados pelo pecado tirânico e conduzidos a terra da sensualidade, onde se afundaram em prazeres insaciáveis” [25]. Aprofunda-se na corrupção e na terribilidade que o pecado nos trouxe [26], onde todo o corpo e toda  alma foram tomados pela impiedade e destruição e as graças de Deus foram distanciadas de nosso alcance [27].

A imagem do Pai encontrava-se devastada e “por essa razão o mistério pascal é encerrado sobre o corpo do Senhor” [28]. O Senhor preparou a realização de Seu próprio sofrimento através dos profetas e patriarcas que o previram através dos oráculos de Deus e da Lei que lhes foi dada. O grande Mistério do Senhor foi proclamado em Jeremias, “Eu era como um cordeiro manso levado ao matadouro” (Jr 11:19) e por Davi, “Os reis da terra tomam posição e os governantes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu ungido” (Sl 2:2). 
Ele nos resgatou da adoração do mundo como da terra do Egito, nos libertou da escravidão do Diabo como da mão do Faraó, selou nossas almas com seu espírito e os membros de nosso corpo com seu sangue [29]
Cristo é o nosso libertador, o nosso Moisés que nos tira da opressão e nos conduz ao Reino Eterno como parte de um novo sacerdócio [30]. Ele é a Páscoa da Salvação que encarnou na virgem, foi pendurado no madeiro e exaltado aos mais altos céus [31].

De sua ressurreição, restaurou toda a humanidade da morte espiritual [32]. Foi desonrado, negado, ignorado, blasfemado pelo povo consagrado que tomou como seu próprio tesouro (Dt 7:6), traído por aqueles que tanto amou [33].
Ó Israel sem-lei, que nova injustiça essa que fizeste, lançando sofrimentos ao seu Senhor? Seu mestre, quem os formou, quem os fez, quem os honrou, quem os chamou Israel [34]
Israel rejeitou o primogênito do Deus que fixou o mundo, determinou o firmamento, adornou a luz, limitou o abismo e formou da terra a humanidade [35]. Renegaram o Senhor que os libertou, ultrajando-o e matando-o.

Retoricamente, ele pergunta quem foi morto nesse terrível assassinato em Jerusalém e então responde: 
Aquele que pendurou a terra foi pendurado. Aquele que fixou os céus no lugar foi fixado num lugar. Aquele que assentou as bases do universo foi assentado no madeiro. O mestre foi profanado. Deus foi assassinado. O Rei de Israel foi destruído pela mão israelita [36]
O mundo chorou por sua morte, os mais altos céus tremeram pelo assassinato do Senhor que se vestiu de humanidade para remir os seus filhos. Ele nos ofereceu graça imensurável e respondemos com desonra, povo ingrato digno de condenação. [37].  Melitão lamenta tamanha desgraça, proclamando “Ó mistificado assassinato, ó mistificada injustiça. O mestre se obscurece pelo seu corpo exposto” [38]

Atentaram contra a vida do Ungido, porém o Nosso Senhor se apresenta como superior a todo ataque das forças de Satanás. Como conquistador, retoma seu poderio sobre o mundo e a morte e esmaga o Hades como esplêndido vitorioso [39]. O Senhor reergue-se com sua majestade e proclama:
Venham a mim todos os povos que se adulteraram com o pecado pois receberão o perdão. Eu sou sua liberdade, eu sou a Páscoa da Salvação. Eu sou sua vida, sua luz, sua salvação, sua ressurreição, eu sou seu Rei [40]
No clímax de sua homília, Melitão reforça a insignificância dos ataques dos israelitas perante o Todo-poderoso, o Alfa e Ômega, o inefável começo e o incompreensível fim. “Esse é o Cristo, esse é o Rei, esse é Jesus” [41]

Conclusão

The Resurrection of Jesus Christ, Paolo Veronese, 1570


O sofrimento e ressurreição de Nosso Senhor marcam o fundamento da fé cristã, verdades inabdicáveis que têm de ser proclamadas até o fim desta era. O nosso Salvador não se acha numa tumba mas ascendeu aos céus com toda a glória que lhe pertence, assim como estava profetizado desde os mais remotos escritos (Lc 24:44-47).

Encerro essa encorajadora publicação de Páscoa com as palavras de Nosso Cristo:

“É meu Pai que lhes dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e da vida ao mundo” (Jo 6:32-33)

Graça e paz a todos vocês,
Luigi Bonvenuto.

REFERÊNCIAS:

[1] Ep. of Pol. to Vic., 1:6
[2] História Eclesiástica, V, XXIII
[3] On Pascha, p.8
[4] On Pascha, p.62-63, 92-93, 96
[5] Barret, Gospel of John and Judaism, p.71
[6] On Pascha, p.29
[7] Bonner, Homily, p.28
[8] On Pascha, 9
[9] Hall, The Christology of Melito, p.154-168
[10] On Pascha, p. 37, 2-3
[11] On Pascha, p.19
[12] On Pascha, 12 
[13] On Pascha, p.34
[14] On Pascha, p.45, 30.
[15] On Pascha, p.45, 33-34
[16] On Pascha, p.32
[17] On Pascha, p.46, 35
[18] On Pascha, p.47, 39-40
[19] On Pascha, p.40, 6
[20] On Pascha, p.47, 41
[21] On Pascha, p. 48, 44
[22] On Pascha, p.48, 44-45
[23] On Pascha, p.48, 46
[24] On Pascha, p.48-46-48.
[25] On Pascha, p.50, 50
[26] On Pascha, p. 50-51, 51-53
[27] On Pascha, p.51-52, 54-56
[28] On Pascha, p.52, 56 
[29] On Pascha, p.55, 67
[30] On Pascha, p.55, 68
[31] On Pascha, p.56, 70
[32] On Pascha, p.56, 71
[33] On Pascha, p. 57-58, 73-74 
[34] On Pascha, p.60, 81.
[35] On Pascha, p.60-61, 82,86
[36] On Pascha, p.64, 96
[37] On Pascha, p.62, 90-91
[38] On Pascha, p.64, 97
[39] On Pascha, p.65, 102
[40] On Pascha, p.65, 103
[41] On Pascha, p.66, 105.

BIBLIOGRAFIA:

BARRET, C. K. The Gospel of John and Judaism. Londres: SPCK, 1975, p.71.

BONNER, Campbell. “The Homily on the Passion by Melitão bishop of Sardis and some fragments of the Apocryphal Ezekiel”. Londres: Christophers, 1940.

HALL, S.G. The Christology of Melito: A Misrepresentation Exposed. Berlim: Akademie, 1975, Studio Patrística, 13, p.154-168

SYKES, Alistair Stewart. "On Pascha, Melito of Sardis: With the Fragments of Melito and Other Material Related to the Quartodecimans". Nova York: St. Vladmir's Seminary Press, 2001

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Septuaginta, Vulgata, Torá, Tanakh, Talmude e outros: Os Antigos Escritos Bíblicos

Quando estudamos a história da teologia ou até mesmo nos aprofundamos no estudo dos livros da Bíblia dificilmente evitaremos termos como Torá e Septuaginta que apesar de bastante conhecidos, nem sempre os cristãos os entendem e são essenciais caso queiramos compreender por completo o significado original dos textos que lemos em nossas traduções. Por isso, explicarei brevemente o que significa cada um deles e alguns outros que são mais esquecidos, mas antes preciso conceituar três coisas importantes: Antigo Testamento - Os primeiros 39 livros da Bíblia, também chamados de Bíblia Hebraica Novo Testamento - Os 27 últimos livros da Bíblia, começando com os evangelhos. Bíblia - Conjunto de textos sagrados para os cristãos composta por 66 livros (Bíblia protestante). Tendo isso claro, podemos iniciar: Torá Vindo do hebraico תּוֹרָה ("tōrāh" para os sefarditas), significa "instrução" e é o conjunto que nós cristãos conhecemos como Pentateuco , ou seja, os 5

A História dos Huguenotes: Perseguição e Guerras Religiosas (Parte 1)

Ao decidir um nome para usar em meu site e em meu canal, queria um que representasse a minha fé e meus ideais e que não fosse igual aos que já existem. Quando percebi que os huguenotes têm muitas semelhanças com minha teologia e não eram muito conhecidos, escolhi imediatamente o nome "O Huguenote" como uma homenagem e uma identidade que decidi assumir, por mais que minha denominação seja presbiteriana.   Não poderia faltar a explicação de quem eles eram e de sua história e é isto que pretendo realizar nessas duas publicações: contar de forma geral a história dos huguenotes que me inspiraram a tratar do assunto que mais amo, teologia. Mudanças na Europa Ao estudar a história, percebemos que nenhuma ideia ou movimento surge de repente, há sempre um antecessor que o inspira ou provoca o seu surgimento. No caso dos huguenotes, sua história remonta desde os séculos XII e XIII quando dois movimentos entraram em evidência na França, os valdenses e os cátaros, também chamados albigen

O Massacre de São Bartolomeu segundo C. H. Spurgeon

O MASSACRE DE SÃO BARTOLOMEU C. H. Spurgeon Le Massacre de la Saint-Barthélemy, François Dubois, 1572-1584. Musée cantonal des beaux-arts de Lausanne. A infame atrocidade perpetrada na véspera de São Bartolomeu, 1572, pelos católicos romanos contra os inofensivos huguenotes ou protestantes da França não deixará de ser lembrada com mais intenso horror até o dia da restituição universal . A frieza dos procedimentos que instigaram tamanha carnificina e as paixões diabólicas que levaram os nobres e estadistas católicos a romperem os limites da humanidade ao liderar o massacre  tornam o evento sem paralelo na história dos enormes crimes. Assim, não há sombra de dúvida sobre quem eram os originadores do plano. Os católicos romanos conceberam o mais amargo ódio contra os huguenotes e estavam decididos de que a terra deveria ficar livre deles. Catarina de Médici, cuja inimizade furiosa contra o protestantismo fez dela um motor admirável no terrível desígnio, controlou seu filho, Carlos IX, suf